Saturday, February 7, 2015

Batendo em portas fechadas

Eu acredito em sorte. Tem pessoas que nascem com o mundo nas mãos, e elas não fizeram nada pra merecer, elas só nasceram! Mas eu também acredito, que qualquer um pode mudar sua sorte, basta crer e lutar pelo o que você acredita. Eu não nasci com "sorte," tudo o que eu consegui até hoje foi com muito esforço, noites mal dormidas, sangue e suor.

Há mais ou menos um ano atrás, eu voei pro outro lado do continente atrás do meu sonho. Eu tenho uma visão do futuro que eu quero, e por mais que eu esteja longe de chegar lá, cada dia eu estou um dia mais perto. E acreditando neste sonho, eu deixei tudo e me aventurei em busca deste sonho. Minha aventura, infelizmente, não acabou como eu esperava. Eu fui preparada para uma situação, e a situação que eu encontrei foi completamente inesperada. Meu sonho foi quebrado. Meu coração despedaçado. E eu senti que toda a esperança que havia dentro de mim foi sugada e destruída por um olhar de incredulidade, por alguém que não acreditava no meu sonho.

De volta pra casa, eu enfrentei uma das viagens mais longas da minha vida. Uma viagem que era pra levar 6 horas, se tornou mais de 24 horas. Despreparada para o que viria ao meu encontro, eu me encontrei presa primeiro dentro de um avião por horas esperando uma tempestade de areia passar, e depois dentro de um aeroporto sem comida (todos os restaurantes já estavam fechados e todos os voos para casa cancelados), sem cama, sem chuveiro, sem cobertas. Eu me senti uma andarilha. Tudo o que eu conseguia fazer era tremer e chorar, um pouco pela fome e frio, em parte pela falta de esperança. Lá eu desisti.

Eu decidi que não valia a pena tentar. Eu decidi que era mais fácil aceitar a vida como ela é, sentar e assistir onde a vida me levaria em vez de tentar agir e lutar pelos meus sonhos. Ser espectadora é mais confortável do que ser atuante.

Quando finalmente eu consegui chegar em casa, meu corpo estava em choque, literalmente. Eu tinha marcas roxas pelo corpo inteiro, e os meus braços tinham marcas de sangue como se eu tivesse levado uma surra de vara. A exaustão era tão grande, que eu não tinha nem forças pra comer. Adormeci como estava.

Hoje, há quase um ano depois, eu vejo que aquela experiência, só me fortaleceu. Embora naquele momento eu me encontrei num vale de ossos secos, Deus soprou vida dentro do meu momento de desespero. Eu aprendi que nem todas as portas se abrem, e nem tudo acontece como o que nós planejamos. A vida é incerta, e o caminho é completamente pedregoso, mas também tem flores e água fresca. Nós só precisamos continuar! Continuar tentando! Continuar batendo! Uma hora a porta vai se abrir! Uma hora a primavera vai chegar! O inverno vai passar, as flores virão, e as árvores darão o seu fruto.
"E as árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; e saberão que eu sou o Senhor, quando eu quebrar as ataduras do seu jugo e as livrar da mão dos que se serviam delas" (Ezequiel 34:27).
Embora tem horas que é mais fácil desistir, precisamos nos lembrar de quem está do nosso lado: o Bom Pastor. Deus tem cuidado de nós, mesmo naqueles momentos onde nós nos sentimos totalmente fracassados, sem vida, sem esperança, nos sentindo parte do vale de ossos secos. A hora vai chegar em que o Bom Pastor vai dizer BASTA! A hora vai chegar em que as portas vão se abrir. Mesmo quando nós pensamos que nós já gastamos a última gota de sangue e suor no nosso sonho e não conseguimos ver este sonho se tornando real; a palavra do Senhor é que as árvores do campo darão o seu fruto! O que você tem plantado vai nascer! Ainda há esperança!

2 comments:

  1. Sara, me arrepiei toda lendo este texto.

    Você escreve muito bem e passa muita verdade através destas palavra escritas.

    Ainda há esperança!!

    Um beijo

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    1. Obrigada :)
      Eu acredito Jacque! Ainda há esperança!!
      Beijos!

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